terça-feira, 16 de maio de 2017

17º ano de mobilização do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes


O CRIA, juntamente com toda a rede do Comitê de Enfrentamento Sexual contra Crianças e Adolescentes, no qual ocupa a atual coordenação, gostaria de convocar todos – família, escola, sociedade civil, governos, instituições de atendimento, igrejas, universidades, mídia – para assumirem o compromisso no enfrentamento da violência sexual, promovendo e se responsabilizando para com o desenvolvimento da sexualidade de crianças e adolescentes de forma digna, saudável e protegida.

Nesse 18 de Maio se comera o 17º ano de mobilização do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei Federal 9.970/00. O Dia 18 DE MAIO, é uma conquista que demarca a luta pelos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes no território brasileiro e que já alcançou, nesses 16 anos, muitos municípios do nosso país.

A proposta do “18 DE MAIO” é destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes. É preciso garantir a toda criança e adolescente o direito ao desenvolvimento de sua sexualidade de forma segura e protegida, livres do abuso e da exploração A violência sexual praticada contra crianças e adolescentes envolve vários fatores de risco e vulnerabilidade quando se considera as relações de geração, de gênero, de raça/etnia, de orientação sexual, de classe social e de condições econômicas.

Em alusão ao Dia 18 de Maio, o Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e a Rede ECPAT Brasil, em parceria com as demais redes nacionais de defesa de direitos humanos de crianças e adolescentes realizam há 16 anos ações em três dimensões: • Fortalecimento da mobilização e sensibilização de massa – atos de rua, caminhadas, etc.. Com a participação de crianças e adolescentes. (Protagonismo) • Pauta técnica – Articulação – fortalecimento da Rede – Seminários, por meio dos Comitês, Redes e Fóruns locais • Incidência Política – Audiência Pública no Congresso, nas Assembleias, Câmaras Municipais para cobrar a IMPLEMENTAÇÃO do Plano Nacional, Estadual e ou Municipal No âmbito Nacional temos a Solenidade de entrega do Prêmio Neide Castanha, que esse completa sua 7ª Edição.

Esse processo é fundamental para a discussão da temática, em busca da pactuação de ações e estratégias entre poder público e sociedade civil, para o desenvolvimento de instrumentos que defendam e promovam os direitos humanos de crianças e adolescentes, em especial os direitos sexuais.

Confira abaixo a programação!







sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Resistência CRIAtiva - Jovens e a cidade de Salvador pelo fim do extermínio da Juventude Negra

Acontece nos dias 15 e 16 de dezembro na Casa e no Cine XIV – Pelourinho, o Resistência CRIAtiva Ano I.  O evento realizado pelo CRIA – Centro de Referência Integral de Adolescentes em parceria com a organização internacional Pão Para o Mundo – PPM, traz para pauta da Cidade o extermínio da juventude negra. Na ocasião, cerca de 19 comunidades de Salvador articuladas pelo CRIA e representações expressivas na luta contra o genocídio da juventude negra estarão presente. Essa iniciativa foca no empoderamento de jovens para desenvolver estratégias utilizando a arte e a cultura como elementos capazes de colaborar no processo de superação das violências em suas comunidades e garantir o seu direito de transitar livremente como jovem negro na Cidade. 
A programação inclui Rodas de Conversas, exibição de Documentário sobre a temática e apresentação de Espetáculo Teatral. A Abertura no dia 15/12 às 9h, será com a Roda de Conversa Genocídio da Juventude Negra: Eu tenho direito a vida não quero ser estatística, com mediação de Juliana Santos do Movimento sem teto da Bahia – MSTB e participação de Silvo Humberto Fundador da Steve Biko e vereador, Grassyela Nobre da Anistia Internacional e Pedro Zack  Jovem Dinamizador Cultural do CRIA. Ainda no dia 15/12,  no turno da tarde a apresentação do espetáculo Pra lá de tempo do CRIA, que traz para o palco a temática do extermínio da juventude negra
No segundo dia da programação às 9h, na Sala de Arte XIV – Pelourinho, acorrerá a exibição do documentário A memória viva de Saramandaia, premiado nacionalmente, produzido e dirigido pelo jovem Lúcio Lima, que participará também da Roda de Conversa Onde não há arte a Violência vira espetáculo – estratégias contra o extermínio da juventude negra, nesse mesmo dia após o Filme

Segundo dados do Mapa da Violência no Brasil, 56 mil pessoas são assassinadas anualmente e a Região Nordeste apresentou os maiores índices de violência. Mais da metade são jovens e, destes, 77% são negros. Além disso, a arma de fogo foi usada em mais de 80% dos casos de assassinatos de adolescentes e jovens. Para André Araújo, coordenador de equipe do CRIA, “ A ideia do encontro é reunir vozes que atuam e refletem sobre a violência cotidiana sofrida pela juventude negra na Cidade e compartilhar experiências e práticas exitosas para superação e enfrentamento dessas violações”.  Toda a programação tem entrada gratuita e estará sujeita à lotação dos espaços.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Jovem Dinamizadora Representa o Brasil em Conferência na América Latina

Bianca em pé e seus colegas da Colômbia
Bianca, jovem dinamizadora do CRIA, nos representou na Conferência da América Latina e do Caribe sobre redução das desigualdades em Saúde Sexual e Reprodutiva, na Colômbia. Já chegou ao Brasil, apresentou com o o grupo Chame Gente e separou um espaço na agenda lotaaaada pra contar pra gente um pouco da sua experiência. Confere o depoimento dessa jovem dinamizadora "ligada no 220"

Foi uma experiência incrível e de muita responsabilidade ser uma das representantes de um país tão cheio de informações. Conversar e conhecer pessoas de diferentes países e que falavam outras línguas foi extraordinário,  sem falar que Cartagena é uma cidade maravilhosa e muito bela.

Feliz em saber que existe organizações mundiais que estão lutando para garantir direitos para a sociedade, porém triste em ter certeza que o Brasil tem uma deficit muito grande na saúde sexual e reprodutiva, desde a necessidade de inovar e redobrar esforços para garantir os direitos à acessibilidade de informação.

Apesar de ter sido poucos dias pude contribuir da melhor forma, e a chama da esperança de um mundo igual para todos que um dia se apagou , hoje está mais acesa que antes.


domingo, 4 de setembro de 2016

Primeira Conferência da América Latina e do Caribe: Redução das Desigualdades em Saúde Sexual e Reprodutiva

Acontece agora nos dias 06, 07, 08 de setembro a primeira Conferência da América Latina e do Caribe sobre redução das desigualdades em Saúde Sexual e Reprodutiva, na Colômbia. A conferência é uma realização do Ministério da Saúde e Proteção Social da Colômbia, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Mesoamérica Saúde Initiative (ISM), a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), a Coalizão entradas de Saúde reprodutiva (RHSC / FOROLAC), o Planejamento Familiar 2020 (FP2020), o Fundo de População (UNFPA) e da Associação Probemestar, do movimento família colombiana.

Bianca - Jovem Dinamizadora Cultural
A delegação Brasileira para conferência será composta de 2 representações do Ministério da Saúde, sendo uma delas o Ministro, 2 representações da secretaria de saúde da Bahia e 2 representações das organizações da sociedade civil, uma delas, Bianca Oliveira. 

 O CRIA  e o Brasil serão muito bem representandos por Bianca, moradora de Pernambués, 18 anos, do grupo de teatro do CRIA Chame Gente. Bianca está cheia de expectativas para conferência. “Pra mim vai ser uma experiência maravilhosa de expansão e trocas de conhecimentos culturais, políticos e educativos. Como jovem atriz do CRIA, mulher e militante levo na bagagem o acúmulo de experiências , a partir da formações que vivencio no CRIA com os educadores e na comunidade”, destaca Bianca.

A conferência tem objetivo de contribuir para a implementação de políticas e programas, através do diálogo político e técnico sobre as estratégias que contribuam para a redução das desigualdades em direitos sexuais e reprodutivo, considerando a abordagem de direitos, a igualdade de gênero, com ênfase em populações que vivem em maior exclusão social.

Vamos acompanhar Bianca daqui e aguardar as novidades!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Tráfico Humano na Bahia: Uma reflexão de 15 anos de enfrentamento

Visando resgatar para centralidade da pauta política o tema do Tráfico Humano na Bahia, o Centro de Referência Integral de Adolescentes – CRIA e o Centro de Defesa da Criança e Adolescente Yves Roussan – CEDECA – Ba, em parceria com o Comitê de Enfrentamento a Violência Sexual Contra a Criança e Adolescente do estado da Bahia e o Instituto do Patrimônio, Artístico e Cultural da Bahia, convida para a Roda de Conversa - Tráfico Humano: Uma reflexão de 15 anos de enfrentamento na Bahia. No dia 28 de julho, às 14h, no prédio do IPAC, na Rua Gregório de Matos, nº 29, 1º andar, Pelourinho.

O tráfico de pessoas é a forma mais degradante de violação dos direitos humana no século XXI em todas suas modalidades. Pois coloca o indivíduo e sua subjetividade na condição de produto, criando um cenário negativo e contraditório aos esforços dos países na busca da valorização da vida e dignidades humana.

No Brasil, vivemos um momento de fragilidade dos movimentos de enfrentamento ao tráfico humano, mesmo com a elaboração do II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas em 2013 e com toda mobilização e iniciativas para a copa das confederações (2013) e copa do mundo da FIFA (2014), não implantamos com êxito a estrutura da rede de proteção as vítimas nem concretizamos a política pública de enfrentamento como uma política de estado.


Na Bahia não é diferente, não concretizamos a implantação dos postos avançados nas portas de entrada e saída da cidade (aeroporto, porto e rodoviária), sofremos para interiorizar ações estratégicas de mobilização e enfrentamento, falta dotação orçamentária para apoiar iniciativas da sociedade civil na militância, o NETP-Ba (Núcleo de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas) foi extinto em novembro de 2014 e por fim, as ações engendradas pelo poder público para fazer frente a essa situação, quando realizadas, não dialogam com todas as orientações e eixos do II plano nacional